Riscos da água poluída ou contaminada


As águas são classificadas em água potável, poluída ou contaminada. Água potável é aquela que não tem micróbios patogênicos, nem substâncias químicas e sais pesados além dos limites de tolerância definidos pela ANVISA e não é desagradável pelo seu aspecto de cor, odor e gosto. Água poluída é aquela que contém substâncias que modificam suas características e que a torna imprópria para o consumo, enquanto que, água contaminada é aquela que contém micróbios patogênicos ou substâncias venenosas.
A água contaminada ou poluída pode prejudicar a saúde das pessoas por meia ingestão direta ou quando usada em higiene ou por meio de contaminação de alimentos e do solo. As principais doenças relacionadas com a ingestão de água ou alimentos contaminados são:







Hepatite

Hepatite é a inflamação viral dos tecidos do fígado. Existem cinco principais tipos de hepatite viral: hepatite A, B, C, D e E. Dentre estas, as hepatites A e E são transmitidas principalmente por comida contaminada e ingestão de água contaminadas. Algumas pessoas não manifestam sintomas, enquanto em outras os sintomas mais comuns são tonalidade amarela da pele e da parte branca dos olhos, falta de apetite, vômitos, fadiga, dor abdominal ou diarreia.
A hepatite pode ser temporária (aguda) ou de longa duração (crônica), dependendo se a duração é inferior ou superior a seis meses. A hepatite aguda pode por vezes resolver-se espontaneamente, evoluir para hepatite crônica ou, raramente, resultar em insuficiência hepática aguda. Ao longo do tempo, a hepatite crônica pode evoluir para cirrose, insuficiência hepática ou cancro do fígado.





Amebíase

Disenteria amebiana (também conhecida por amebíase) é uma forma de disenteria causada por protozoários geralmente do gênero Entamoeba. Seu principal sintoma é uma diarreia severa e dolorosa com sangue. A entamoeba tem duas formas, o trofozoíto ativo e o cisto infeccioso quiescente.
A entamoeba alimenta-se do bolo alimentar, bactérias intestinais, líquidos intracelulares das células que destrói e por vezes também fagocita eritrócitos. Além disso produz enzimas proteases de cisteína, que degradam o meio extracelular humano, permitindo-lhe invadir outros órgãos perigosamente.
Os cistos, com 15 micrometros, são formas resistentes expelidas com as fezes de pessoas infectadas. Após ingestão de água ou alimentos contaminados, a passagem pelo ambiente ácido do estômago induz a sua transformação já no intestino numa forma amébica que rapidamente divide-se em oito trofozoítos, também amébicos. Os trofozoítos aderem fortemente ao meio, multiplicando-se e causando a doença.
A maioria das infecções é controlada pelo sistema imunitário, não havendo geralmente sintomas, mas havendo excreção de cistos infecciosos nas fezes. No entanto se existir grande número de parasitas, ocorre extensa destruição da mucosa intestinal, com ruptura dos vasos sanguíneos e destruição das célula caliciforme que armazenam muco. O resultado é má absorção da água e nutrientes dos alimentos (devida à destruição das vilosidades de enterócitos) com diarréia sanguinolenta e com muco. Outros sintomas freqüentes são as dores intestinais, náuseas e vômitos. A formação de úlceras intestinais é comum, e as perdas de sangue podem levar à anemia por déficit de ferro.




febre Tifoíde

A febre tifóide é uma doença infectocontagiosa causada pela ingestão da bactéria Salmonella entericasorotipo Typhi (Salmonella typhi) em alimentos ou água contaminados. Trata-se de uma forma de salmonelose restrita aos seres humanos, sendo endêmica na América.
O período de incubação é entre uma a três semanas, geralmente duas. As bactérias são ingeridas e quando chegam ao lúmen intestinal invadem um tipo especializado de célula do epitélio do órgão, a célula M, por mecanismos de endocitose ou invasão direta, passando depois a áreas subserosas. Ali são fagocitadas por macrófagos, mas resistem à destruição intracelular. Como estas células linfáticas são altamente móveis, são transportadas para tecidos linfáticos por todo o corpo, como gânglios linfáticos, baço, fígado, pele e medula óssea. A sua disseminação é inicialmente pela linfa, e depois sanguínea.
Os sintomas na primeira semana são:
• Febre alta (40 graus), forte diarreia, mal estar, tosse seca, dor de cabeça e dor de barriga.
Outros sintomas que ocorrem a partir da segunda semana são:
• Abdômen sensível, agitação motora, manchas rosadas pelo corpo (roséola), hepatoesplenomegalia, obstipação, fezes com sangue, calafrios, confusão mental, delírio, humor instável, sangramento do nariz, exaustão e fraqueza muscular (miastenia).
Caso não seja tratado por três semanas, possíveis complicações são:
• Hemorragia (sangramento) no estômago e intestino grave (3 a 10% dos casos), úlcera (perfuração) intestinal (3% dos casos), insuficiência renal, choque séptico, trombose femoral, abscessos nos ossos e peritonite (inflamação de membranas abdominais).




Ascaridíase

Ascaridíase, ascariose ou acaríase, é uma doença parasitária causada pelo verme nematódea Ascaris lumbricoides, também conhecido popularmente como lombriga. As infecções são assintomáticas em mais de 85% dos casos, especialmente se o número de vermes for muito pequeno. Os sintomas aumentam consoante o número de vermes presente e pode provocar falta de ar e febre no princípio da doença. A estes podem seguir-se sintomas de inchaço abdominal, dor abdominal, e diarreia. As crianças são habitualmente as mais afetadas, e neste grupo etário a infecção pode também dificultar o aumento de peso, provocar desnutrição e problemas de aprendizagem.
A infecção ocorre através da ingestão de alimentos ou água contaminados.A ascaridíase é classificada como uma doença tropical negligenciada, pois é um tipo de helmintíase transmitida pelo solo.






Tricocefalíase

A Tricocefalíase ou Tricuríase é uma doença causada pelo verme Trichocephalus trichiurus ou Trichuris trichiura. Este parasita, também conhecido como tricuro ou tricocéfalo vive no intestino grosso de seu hospedeiro com sua extremidade anterior mergulhada na mucosa do ceco. É encontrado também no apêndice, cólon, e ás vezes, no íleo.
A principal forma de transmissão desta verminose é através da ingestão de ovos embrionados em alimentos ou água contaminadas. Ao ingerir ovos do verme, o indivíduo apresentará sintomas discretos, sendo que a maioria dos casos são assintomáticos no início. Quando o quadro da doença evolui, devido ao aumento do número de helmintos, os sintomas são mais marcantes. Os vermes secretam uma substância lítica que causam lesões nas células podendo levar a formação de úlceras e abscessos. Além disto, pode ocorrer infecção bacteriana secundária, anemia (devido à grande queda de hemoglobina), diarréias, náuseas, vômitos e prolapso retal.





Pode-se suspeitar que a água está contaminada, e por isso é imprópria para o consumo, quando:

• Não se sabe de onde ela veio;
• Ela parece suja, turva ou com lama;
• Possui algum cheiro;
• Nota-se pequenas partículas de sujeira em suspensão na água;
• Não está devidamente transparente, tendo uma coloração amarelada, alaranjada ou amarronzada.

Contudo, a água também pode parecer estar limpa e ainda assim, estar contaminada, sendo que o melhor é sempre optar por água mineral engarrafada, que foi sujeita a testes de qualidade.

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